segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

SONHO, MEU QUERIDO SONHO...

          De acordo com o dicionário da língua portuguesa sonho é uma experiência que exige significado distinto, quando é aberto debate com respeito a religião, ciência ou cultura.
          Alguns estudiosos do assunto afirmam que sonhos são reflexos do inconsciente, atribuindo-os a desejos reprimidos...
          Carl Gustav Jung, um psiquiatra suiço, afirma em um dos seus estudos, que alguns sonhos tem grande poder revelador para o sonhador...
          Sigmund Freud, já afirmou há muitos anos, que os sonhos são manifestações do superego, no objetivo de levar o ego à perfeição...
          Não costumo sonhar com o impossível, dizem até, e eu tenho a tendência de acreditar que, nossos sonhos acontecem de acordo com as nossas crenças, desejos, medos e anseios... Talvez por isso, quando sonho com coisas terríveis, sempre acontece em seguida algo que me faz lembrar o que sonhei...
               Sonho probabilidades, medos, angústias, desejos? Mas eu jamais desejaria, por exemplo, a morte de quem amo...
               Não me sinto especial por sonhar tanto, mas, as vezes, atribuo a uma carga emocional de alguém que tem a tendência de sofrer calado... mas, confesso, eles me assustam!
               A sabedoria popular me ensinou que sonhos contados nunca se realizam, então passei a contar os meus logo que acordo, vai que é verdade e eles não acontecem!...
               Se for muito crédula, acreditarei que todos os meus sonhos são revelações, que tenho linha direta com os céus e que sou avisada antes, mesmo não podendo fazer nada pra mudar esse quadro, já que é tudo   controlado por Deus e que ele não muda de ideia... em nome da fé, rotularei Deus como cruel, sem misericórdia e sádico...
               Se for cética, acreditarei, como alguns neurocientistas, que os sonhos não são mais que informações, sem sentido, de um cérebro criativo...
               Será que um dia terei a resposta? continuo na dúvida, os sonhos serão revelações, avisos, premonições, medos, desejos,  probabilidades, criatividade cerebral, ou um misto de cada uma dessas opções...?
               Se houver algum leitor entendido no assunto, por favor me oriente, serei eternamente grata!!!

                                                                                                         Sandra.
             
             

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

FINAL DE ANO!

É... o final do ano está chegando, e com ele todas as expectativas de um ano vindouro com mais alegrias, melhores acontecimentos e melhores notícias...
"Que eu não perca nada nem ninguém que amo, que encontre um bom emprego, que eu tenha paz com a família, amigos, vizinhos, colegas de trabalho,que eu consiga entrar na faculdade, terminar o curso, passar no concurso, entrar na academia, fazer dieta, eliminar peso..." São desejos legítimos! O problema é que, as vezes, cruzamos os braços e deixamos os nossos desejos e sonhos se esvaírem... depois ainda nos isentamos de qualquer culpa, deixando que esta caia sobre o destino...   Eu acredito no trabalho humano, no esforço, na força de vontade pra lutar, mudar e crescer, sem contudo, perder a fé em Deus e poder contar com sua orientação. Acredito que, pra mudar minhas atitudes, depende muito mais de mim do que de Deus, pois ele já deu o sim, ao dizer "Estarei convosco todos os dias..." e, "Tenham ânimo, eu venci..."
               Outro ano vai chegar, outras vitórias virão, outras perdas também, independente da minha fé...
                Decidi que não deixarei por conta do destino, prefiro lutar e não conseguir do que não conseguir por não ter lutado!
                E QUE VENHA ANO NOVO!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

DIÁRIO DE UMA TRAÍDA!


Queridos leitores, venho-lhes apresentar um novo texto que sei, alguém se identificará com ele,mas, saiba que é uma obra de ficção,  sintam-se à vontade  para tirar suas próprias conclusões. Qualquer semelhança é mera coincidência!... 

Nosso relacionamento sempre foi bom, transparente, éramos cúmplices, ... Se você me perguntar o que aconteceu, ou o que foi acontecendo aos poucos, eu não sei te responder, pois, até onde me lembro estava tudo muito bem...! Ora, nós tínhamos acabado de fazer uma linda viagem, só nós dois, à Fernando de Noronha!!! Ele estava tão carinhoso, tão fofo comigo, durante o final de semana que passamos lá ele me trazia café da manhã na cama, me acordava com beijinhos, falava o tempo todo o quanto era bom estar ali comigo...
Chegou o dia de virmos embora, pronto, tudo mudou!
Daí eu já não era mais tão importante... passou a ficar distante, me evitava, me respondia com evasivas, monossílabos... Já não parava mais pra me ouvir, me ver... Fui ao salão fazer depilação, pintar e cortar o cabelo, coisas que ele sempre notava e me elogiava com aquelas coisas que nós, mulheres, amamos ouvir, e nada! Ele sequer notou... Telefonemas estranhos, cochichos, silêncios, respostas evasivas, passividade...
Paixão! Era isso! Uma nova paixão estava surgindo entre nós, no nosso meio, para nos dividir, nos separar, acabar com a minha paz, com a minha vida. Sim, depois de tanto tempo descobri que estava sendo traída...
Logo que descobri que estava sendo trocada por uma mulher mais nova, mais dinâmica, atraente, magra, bonita, tive, a princípio, vontade de morrer...  Depois  achei que ele deveria ter suas razões pra tamanha covardia!
Em seguida tive vontade de entender o que tinha feito pra merecer aquilo... Meu deus, pensei, o que esse homem deve ter sofrido em minhas mãos, a ponto de trocar um relacionamento de 15 anos por outro... Senti-me culpada porque cresci aprendendo que em toda separação nunca um só dos dois é culpado, então eu tinha que encontrar a minha culpa! Sabe-se lá se eu estava me preparando pra ser apontada como culpada por alguém, então, trataria logo de planejar a resposta, tinha que achar minha culpa... e a minha defesa, porque nessa hora a gente se sente sozinha... Será que eu tinha sido muito relapsa? pegajosa? mandona? ciumenta?
A minha vida, meu deus, tão boa, tão certinha, acabara sem deixar vestígios, só muita dor, muita mágoa, muita revolta!
Por que as pessoas pensam só em si? Por que o outro é sempre pior que eu? E nessa comiseração irremediável eu vivi por muito tempo...
Resolvi, então, acender uma lanterna lá no fundo do poço onde estava... e vi a saída: Era me amar sem esperar pelo amor de ninguém, sem arraigar a minha felicidade a outra, e a qualquer outra pessoa...
Resolvi superar, sim, você tem que decidir superar... você se acha fraca? Pois saiba que não é! Você se sente culpada? E daí? Todo mundo é culpado ou inocente, até que se prove o contrário! Qual o problema de ter uma parcela de culpa? Qual o problema de você descobrir que é apenas, e tão somente um ser humano e, como tal errar, pecar, falhar...? Foi assim que fiz, recomecei a minha vida, reinventei a minha história, reorganizei as minhas prioridades e descobri que embora o tempo que investi no meu relacionamento tenha sido muito bom, hoje a minha vida é melhor, porque aprendi que quando me amo tudo ao redor fica mais leve, menos sofrido, e consigo até ver com mais clareza o amor e o cuidado de Deus comigo!
O que foi feito dele? Não sei informar, mas, por ser HUMANA, não vou negar que ficaria de peito lavado se ele passasse pelo que me fez passar, mas isso é outra história!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

NOSSO TOQUE VALE OURO!!!

Você, leitor, certamente conhece a história do rei Midas, da mitologia grega... Esse homem possuía mais ouro que qualquer outro mas não estava satisfeito (...) Assim foi-lhe dado o poder do Toque de Ouro, ou seja, tudo que tocasse se transformaria em ouro! Agora sim, ele se tornaria tão rico quanto desejava. Acontece que daí em diante não poderia mais beber o seu maravilhoso vinho, nem comer da sua farta mesa, pois TUDO quanto sua mão tocasse viraria ouro... mas, o pior ainda iria acontecer! Sua amada filha, Áurea, chorando porque as flores do seu jardim viraram ouro e agora estavam sem perfume, ao receber o carinho das mãos do seu pai, transformou-se em uma belíssima estátua de ouro. E assim, aquele rei avarento, com fome, sede e solitário percebeu que nem toda sua riqueza era suficiente para fazê-lo feliz... Assim, ofereceu toda sua riqueza para ter sua filhinha de volta! Aprendeu que nada vale mais que poder tocar a pessoa amada!!!
               O psicólogo Montager, defendeu sua tese sobre a importância do toque, quando estudou a morte de centenas de crianças em creches e orfanatos, definhavam até morrer. Foi então que o dr. Talbot, de Boston, trouxe a ideia do Tratamento Amoroso, que funcionava assim: Quando uma criança não respondia ao tratamento, era entregue a uma ama que conversava bastante, abraçava, fazia a chantala, técnica especial de massagem, e a maioria das crianças ficava curada.
             Entre os adultos o ato de tocar é uma maneira de comunicação. Dizem os estudiosos que o abraço, ou o simples toque solta o bloqueio da mente e do corpo, relaxa e libera a endorfina, o hormônio da satisfação e do bom humor, mesmo vindo de pessoas estranhas, e, vindo de alguém amado vai da redução do estresse ao efeito analgésico. Com um toque demorado ou abraço apertado sentimos proteção, segurança, confiança, força, saúde, auto-valorização, melhora a frequência cardíaca, alivia a dor, e em alguns casos até protege o coração e o cérebro!
    Temos esse poder! Podemos amenizar dores e sofrimentos!
    Abracemos o querido, toquemos o amado, o amigo, acolhamos o desesperado, pois diferente de Midas, que recebeu esse dom por sua ganância e avareza, nós recebemos pelo fato de sermos criados à imagem de Jesus, que transforma, ao toque de suas mãos, todo lixo humano em fino ouro!
            RECEBA UM ABRAÇO MEU!!!

                                                                         Sandra.
         

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

QUEM É FELIZ...

"Quem é feliz não fica contando, espalhando, nem grita aos quatro cantos.
Quem é feliz satisfaz-se por ser! Não precisa provar nada, simplesmente é!
Pessoas felizes demais nunca me passam confiança...
Essa coisa de que a vida é uma festa e que nada está errado não me brilha aos olhos!
O oba-oba de quem nunca se entristeceu não cabe na minha vida.
Feliz é quem conhece o lado ruim e o respeita.
Feliz é quem já foi infeliz...
Somente quem já foi infeliz pode entender que a tristeza traz um punhado de aprendizados, porque a felicidade não é sobre quem grita mais alto, mas sobre quem sorrir com mais intensidade, mais profundamente... não interessa o número de vezes...!"
(Texto extraído do filme Cinderela ao contrário)

                                               Sandra.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CULPA, A CORDA DO ENFORCAMENTO...


               Hoje amanheci com um desejo absurdo de me pedir perdão... pelos meus erros de omissão: Escondendo algumas verdades, amenizando as consequências e chamando de "promoção da paz"; pelas vezes que deixei problemas se agravarem por pura covardia e chamando de "medo de fazer alguém sofrer"...
               Pelas palavras não ditas na hora propícia e pelas ditas de maneira errada, na hora errada e à pessoa errada... pelas vezes, que, sentindo no ar o perigo me calei.
               Pelas manias, vícios ocultos, incredulidade, conivência com "errinhos" que considerava inocentes e com o tempo se agravaram; pelos pensamentos maquiavélicos, tortos e, as vezes, cruéis sem contudo ter tido coragem de executá-los ( o lado bom da covardia, ou devo chamar de bom senso?).
               Pelas mentiras ouvidas sem coragem de desmascará-las.
               Por muitas vezes ter fingido um perdão que não existiu, mas que cada vez que se falava sentia uma faca cortando minhas entranhas... era como se varresse o lixo pra debaixo do tapete da minha alma, e ele ficava ali, machucando, entulhando, enquanto eu ensaiava um sorriso...
               Hoje resolvi fazer uma faxina em mim e só me desculpando ( retirando de cima dos meus ombros a culpa sentida) é que conseguiria... resolvi amar sem culpa e sem dor!
               Percebi que não podemos perdoar a nós mesmos, e a ninguém, enquanto vasculharmos os porquês, enquanto quisermos entender a lógica dos atos impensados, explicações, quando nem tudo pode ser explicado, quando a lógica é totalmente relativa...
               Decidi, então, tirar do meu pescoço a corda do enforcamento: parei de tentar convencer ao maior número de pessoas possível a legitimidade dos meus motivos. É como trocar de pele...
               É claro que cometerei outros inúmeros erros, sentirei outras culpas, mas, novamente me perdoarei!
               Perdoei-me a mim, quando me amei o suficiente e me senti amada, para aceitar que sou apenas humana.
               Resolvi ser minha própria amiga, como diz a maravilhosa Martha Medeiros: "Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? e chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem... aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que os amigos fazem: perdoam!"
               E foi isso que eu fiz!
               Alguma identificação ou semelhança da sua vida com este texto é mera coincidência!
                                                                                                                                       Sandra.