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sábado, 10 de março de 2012

A MULHER ONTEM E HOJE


                 
                  Durante séculos a mulher se enxergou com olhar masculino, não se sentia com direito de questionar, agir, exigir alguma coisa, pela inferioridade incutida à sua personalidade, e isso piorava se ela não tivesse um homem para “falar” por ela...
                 A mulher começou a se sentir invadida desde que a sociedade se tornou patriarcal, onde os homens faziam o que queriam com suas mulheres, fossem filhas, esposas ou agregadas. E quando as mães não se deixavam dobrar pela estupidez de ver sua filha adolescente ser levada por um homem desconhecido, para um casamento indesejado, embora não podendo fazer nada, só pelo fato de se posicionar contra tal atitude, era levada para um hospício, pois só poderia ser louca de pensar em desobedecer ao seu marido. E as que, depois de casadas, descobriam que não podiam gerar filhos, eram mandadas pros conventos com toda sorte de humilhações.
                Foi nos períodos das duas grandes guerras mundiais que a mulher passou a assumir o papel de provedora, já que seus maridos eram mandados pra frentes de combate sem saber se voltariam... Daí em diante foi se acostumando a posicionar-se lado a lado dos homens na sociedade para mostrar seu potencial e suas frustrações frente ao machismo. Aliás, machismo e feminismo são extremos desnecessários e fora de moda,vamos combinar!!
               Mas, com o tempo, como todo mundo erra sempre, como diz a música, a mulher passou a assumir uma postura defensiva que culpava, ou o marido insensível ou a sociedade machista ou a amante desgraçada que se meteu entre seu marido e ela pra desfazer seu sagrado lar...sem se dar conta de que ELE poderia estar perdendo tudo e ELA poderia ser a culpada...
               Isso serviu para que a mulher despertasse! Ela começou a espernear, gritar contra as injustiças, querer tudo mas sem tomar atitude, iniciativa, de mudar nada, por medo ou por falta de espaço... e assim, muitas décadas se passaram...
              Hoje a mulher já é vista como provedora, chefe de família, seja ela gorda, magra, alta, baixa, negra, branca, ela consegue se sentir linda, ainda que, sem um homem!
             Hoje ninguém inspira tanto as canções, textos literários, pinturas, esculturas... Ela vem ganhando espaço na política, na construção civil, na indústria automobilística, nos transportes, na aviação e, pasmem, na cama! Sim, há apenas 200 anos a mulher descobriu que sexo não é só pra procriar nem só como obrigação, pra satisfazer ao marido, ela poderia sentir muito, muito prazer! Foi aqui que algumas mulheres conheceram o tão desejado orgasmo...
             O melhor de tudo é que hoje a mulher tomou consciência que ela pode lutar, ser ouvida, criar seus filhos sozinha e ser, politicamente, igual aos homens, pois ser mulher é, acima de tudo, se sentir amada e ser respeitada, como ser humano, seja ela quem for! Que o diga a Lei Maria da Penha!!!

                                                              Sandra

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mulher- Amélia Profissional!



Quando  falo de MULHER, penso logo assim e acho que fui educada pra ser:
 -Uma perfeita dona de casa que acorda pela madrugada para não deixar marido
ou filho nenhum sair sem lanche;
 -Uma perfeita senhora que, mesmo cansada não tem o direito de gritar, falar um palavrão, admitir que está exausta porque não "fica bem" dizer isso;
 -Uma perfeita cidadã que vai pra fila da padadria esperar a sua hora de ser atendida pelo padeiro mal-humorado, mas que,coitado, ele acorda muito cedo...
 - Uma perfeita mãe que dá o seu máximo para educar os filhos e quando eles lhe dão algum desprazer se sente a única culpada perguntando "onde foi que EU errei".
 -Uma esposa dedicada e extremada que não tem o direito de dizer "hoje, definitivamante NÃO!", ou, "amor, hoje estou com dor de cabeça"...

Sinto muito de ter sido educada pra isso, mas felizmente me emancipei, hoje sou sim, uma dona de casa, senhora de respeito, cidadã, mãe e esposa... mas sou também uma mulher segura, independente, comprometida com o meu trabalho, e acima de tudo um ser humano que apesar de imperfeito, sou muito feliz!
                                                                                
                                                                                    Eu, Sandra.